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CONCEITO

Teoria Subjetiva do Valor

O valor de um bem não está no objeto nem no trabalho nele incorporado: resulta da importância que um indivíduo atribui à satisfação que aquele bem torna possível, diante de fins alternativos.

DEFINIÇÃO DE REFERÊNCIA · SEM POSIÇÃO EDITORIAL
FORMULAÇÃO
1871–1874
PERÍODO
Revolução Marginalista
CAMPO
Teoria do valor
TRADIÇÕES
Marginalismo · Austríaca

Origem

Entre 1871 e 1874, três autores em três países chegam separadamente a formulações aparentadas: Menger em Viena, Jevons na Inglaterra e Walras em Lausanne. O deslocamento é comum — o valor passa a ser explicado pela avaliação de quem escolhe — mas os caminhos e os vocabulários diferem, e a historiografia trata os três como formulações distintas de um mesmo movimento.

1871 · VIENA Carl Menger Grundsätze 1871 · MANCHESTER W. S. Jevons Theory of Political Economy 1874 · LAUSANNE Léon Walras Éléments d’économie politique pure

O que está em disputa

POSIÇÃO O valor emerge da avaliação subjetiva diante de fins alternativos Menger · Jevons · Walras · Böhm-Bawerk
POSIÇÃO O valor se explica pelo custo de produção e pelo trabalho incorporado Ricardo · Marx e a tradição clássica

As duas posições são apresentadas com o mesmo peso. O verbete não decide o debate.

Obras fundamentais

Grundsätze der VolkswirtschaftslehreCarl Menger · capítulo III 1871EM CATALOGAÇÃO Kapital und KapitalzinsEugen von Böhm-Bawerk · extensão ao capital e ao juro 1884–1889EM CATALOGAÇÃO

Relações

DESENVOLVIDA POR

Carl Menger1871 William Stanley Jevons1871 Léon Walras1874

RELACIONA-SE A

Utilidade marginalCONCEITO EscassezCONCEITO Formação de preçosCONCEITO

CONTRASTA HISTORICAMENTE COM

Teoria do valor-trabalhonota
NOTA “Contrasta com” descreve a oposição historiográfica entre programas de explicação do valor. Não implica que uma das teses esteja refutada — essa avaliação pertence a ensaios e críticas assinados.

PERTENCE AO CONTEXTO

Revolução MarginalistaPERÍODO Escola AustríacaTRADIÇÃO

Críticas

TRADIÇÃO CLÁSSICASe o valor é subjetivo, a explicação dos preços de longo prazo perderia a âncora nos custos reais de produção.
ESCOLA HISTÓRICAUma teoria construída a partir do indivíduo abstrato negligenciaria instituições, direito e história.
DENTRO DA TRADIÇÃODivergências sobre mensuração e ordenação da utilidade atravessam a própria linhagem marginalista.

Cada crítica é apresentada em sua versão forte. A bibliografia própria de cada uma entra na produção editorial.

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